SARDINHA

A sardinha é desde há séculos companhia habitual da mesa dos povos da Península Ibérica. Crê-se que já os Fenícios e posteriormente os Romanos a salgavam, guardavam e transportada para todo o Império. Há relatos do consumo deste peixe na Lisboa do século XIII e em 1387, no reinado de D. João I, a pesca da sardinha foi protegida por carta régia, permitindo aos pescadores do Porto pescar nas águas de Lisboa e Setúbal. Entre as populações mais pobres era hábito comer a sardinha acompanhada com pão, conferindo, assim, mais sabor a este último. Séculos mais tarde, em 1880, com a invenção do processo de conservação através da esterilização por calor, surge em Setúbal a primeira fábrica de conserva de sardinha em Portugal. O consumo deste peixe levou a que no início do século XX houvesse no nosso país cerca de 400 fábricas, vindo Portugal a alcançar uma posição importante na exportação de sardinha em conserva por altura da Grande Guerra. Ainda hoje a sardinha tem um papel de destaque quer na cozinha portuguesa, quer como produto de exportação.