SARDINHA

A sardinha é desde há séculos companhia habitual da mesa dos povos da Península Ibérica. Crê-se que já os Fenícios e posteriormente os Romanos a salgavam, guardavam e transportada para todo o Império. Há relatos do consumo deste peixe na Lisboa do século XIII e em 1387, no reinado de D. João I, a pesca da sardinha foi protegida por carta régia, permitindo aos pescadores do Porto pescar nas águas de Lisboa e Setúbal. Entre as populações mais pobres era hábito comer a sardinha acompanhada com pão, conferindo, assim, mais sabor a este último. Séculos mais tarde, em 1880, com a invenção do processo de conservação através da esterilização por calor, surge em Setúbal a primeira fábrica de conserva de sardinha em Portugal. O consumo deste peixe levou a que no início do século XX houvesse no nosso país cerca de 400 (...)

AZULEJO

A azulejaria chegou à Península Ibérica com a ocupação muçulmana, que usavam os mosaicos para revestir as paredes dos seus palácios. Esta nova indústria desenvolve-se sobretudo devido ao interesse que a nobreza e o clero mostraram no azulejo, fazendo grandes encomendas para decorar as paredes de igrejas, conventos, palácios, solares e jardins. Entre as representações mais comuns encontram-se episódios históricos, campanhas militares, cenas do quotidiano, cenas religiosas e episódios da mitologia. A reconstrução de Lisboa após o terramoto de 1755 arma-se como um novo impulso na produção de azulejos de padrão, dando origem ao que hoje conhecemos como azulejos pombalinos, que foram usados para decoração dos edifícios da nova cidade de Lisboa. O uso do azulejo para decorar fachadas sobretudo a partir do século XIX parece (...)

ELÉTRICO

O carro elétrico tradicional chegou a Portugal em 1895, ano em que começou a circular na cidade do Porto. Seis anos depois, em 1901, chegou a Lisboa, em 1904 a Sintra, em 1911 a Coimbra e, por fim, em 1914 a Braga. Atualmente apenas é possível ver estes veículos em circulação nas cidades de Porto, Lisboa e Sintra, onde realizam, sobretudo, percursos turísticos pelas zonas mais antigas das cidades, movimentando-se num trilho sobre carris.